• O que é verdade?  
  • A verdade é uma só?  
  • Onde (como) encontrá-la? 
  • Saber a verdade não é o desejo de todo ser humano?

Sempre fui questionadora. Ainda adolescente, apesar de obediente e buscar sempre conciliar, não aceitava um simples “porque sim” ou “porque não”, e não compreendia minha vida como algo com datas marcadas, início e fim, um destino prefixado: nascer, crescer, estudar, trabalhar, adquirir bens materiais e morrer, não deixando nenhuma marca no mundo, simplesmente desaparecer. 

Procurava sempre a lógica das coisas. Recordo minhas conversas comigo mesma, quando jovem, cursando a faculdade de engenharia – que despertava ainda mais a necessidade de encontrar sempre respostas lógicas – e os diálogos eram apenas monólogos, pois não encontrava as respostas: De onde realmente vim? Qual a razão para existir? O que acontece depois da morte? Há algo para acontecer depois da morte? 

E a inquietude interna não acalmava, apenas dizia a mim mesma, sem certeza nenhuma, que em algum momento, em algum lugar, eu poderia encontrar as respostas.

E a inquietude interna não acalmava, apenas dizia a mim mesma, sem certeza nenhuma, que em algum momento, em algum lugar, eu poderia encontrar as respostas. Haveria uma verdade, já que as diferentes correntes de pensamento apresentavam conclusões distintas? 

A vida seguiu seu curso: atividades profissionais, casamento, e as inquietudes foram ficando em um segundo plano, adormecidas. E surgiu então uma nova preocupação, cada vez mais intensa, em educar os futuros filhos, ainda em projeto, sem dogmas de nenhuma espécie e que garantisse que pudessem crescer livres para fazerem as próprias escolhas, sem nenhum tipo de imposição. 

Na busca desta escola para os filhos, ainda em projeto, encontrei não só o Pedagogia Logosófica, mas também a Fundação Logosófica, uma escola de superação, onde eu poderia também me aperfeiçoar e encontrar elementos para auxiliar em sua educação. 

À medida que fui conhecendo mais e aprofundando os estudos, foi ficando evidente que a vida que eu conhecia e vivia e os conceitos que eu trazia não satisfaziam a necessidade de compreensão da VIDA. E o desejo de saber o que é verdade e onde estava a verdade se intensificou. 

Com a Logosofia, aprendi que a verdade não pode ser relativa

Com a Logosofia, aprendi que a verdade não pode ser relativa, que aquilo que não esteja de acordo com a razão não pode ser verdade, que algo que não pode ser acessível ao meu entendimento e à minha compreensão carece de valor, porque se não pode ser vinculado à razão, não pode ser comprovado. 

E fui descobrindo as verdades que estão manifestadas, expressas na própria Criação, completamente acessíveis ao entendimento humano. A Logosofia orienta que uma verdade pode ser comprovada no campo experimental da própria vida. 

A Logosofia orienta que uma verdade pode ser comprovada no campo experimental da própria vida. 

Um pequeno exemplo: sempre me inquietou o fato de observar pessoas com grandes habilidades, aparentemente inatas, artistas, virtuoses em diferentes campos, sem que tivessem estudado ou se exercitado para tal. Simplesmente uma exaltação de um dom. Onde e como adquiriram? Também nas famílias, irmãos criados da mesma maneira, nas mesmas condições, como podem ser tão diferentes, muitas vezes com características e qualidades completamente opostas?

A Logosofia me apresentou dois conceitos, entre tantos, que têm me auxiliado na compreensão: o conceito de existência – que não termina com a vida física – e a herança de si mesmo – o acervo formado através das gerações, ou seja, ao longo da própria existência. Observando meus filhos, criados com os mesmos elementos que fui aprendendo com a pedagogia logosófica, ficou evidente que cada um, além de algumas características presentes na família, trazia seu próprio acervo hereditário, com habilidades específicas que não podiam ter sido desenvolvidas em tão pouco tempo. Fui constatando que a ideia que fazia da vida era pequena demais. 

Comecei então a rever os preconceitos que trazia, conceitos preconcebidos carregados de imagens estáticas que em nada auxiliavam a compreensão de questões mais profundas e transcendentes. 

As pequenas descobertas que fui fazendo a partir dos novos conceitos apresentados, levando-me às respostas para algumas inquietudes, foram se transformando em estímulos para prosseguir na procura de novas respostas, uma grande energia movimentando a minha vida. Descobri uma Criação mais lógica, bastante exata em suas determinações, suas Leis, e mais acessível ao meu entendimento. 

Tenho aprendido que encontrar a verdade pode ser mais simples do que imaginava: seguindo o método logosófico, tenho procurado fazer da minha vida o campo experimental que pode ser o início de um caminho que leva ao encontro das respostas às inquietudes que há tanto tempo movem o ser humano na busca de compreender a razão de sua própria existência. 

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