É necessário cuidar sempre de todos os detalhes do futuro que se quer viver, fazendo com que não seja complicado nem difícil, e sim de acordo com as possibilidades individuais e a própria capacidade.

Querendo-se um futuro melhor, a capacidade e as possibilidades deverão ser aumentadas, a fim de se encontrar preparado; porque, não sendo assim, o futuro pode aparecer como ocorre muitas vezes , de repente no presente, sem que o ser possa experimentar, então, o sabor da experiência nem desfrutar do conhecimento que o fará sentir-se cada vez mais capaz de construir um futuro melhor.

Muitos forjam futuros imaginários, futuros para longo prazo. Esses futuros são como se não existissem, porque desaparecem a cada dia, perdendo-se no passado. É necessário, pois, forjar futuros reais, fora de toda ilusão; futuros não tão distantes, para que se possa medir o próprio domínio e as próprias forças, e saber se está em condições de atrair esse futuro para desfrutá-lo no presente.

Então se estará em condições de forjar futuros com prazo maior, medindo sempre, com a maior exatidão, as distâncias com as forças, com a vontade e com as disposições do espírito. A maioria forja o que quer ser ou ter no futuro, vivendo-o depois sem recordar como o forjou; em tais condições, a vida passa e continuará passando como algo sem significado nem conteúdo. É este um dos tantos mistérios encerrados na vida humana.

A Logosofia ensina muitas coisas que passam despercebidas à consciência do homem. Observem quanto tempo foi perdido pela humanidade e por todos os que dela fazem parte ao se distraírem em mil coisas fúteis, em vez de superarem-se até integrar individualmente a vida e conseguir, assim, que ela permaneça em seu presente de um modo constante.

Permanecer no presente, dominando ao mesmo tempo o passado e o futuro, é ter verdadeira consciência da vida, sabê-la viver e desfrutar, e saber ampliá-la ilimitadamente

A partir de hoje, o passado deve ser o futuro de cada um, por ser este último o passado que agora deve lhes interessar; assim, a cada dia o futuro de cada um irá aumentando novo passado, enquanto o velho passado deverá ser visto como se não existisse. Deverão formar, portanto, um novo passado com o futuro que unirão ao melhor de seu velho passado.

Eis aqui um belo ensinamento, de importância fundamental para aqueles que o utilizarem com vistas a edificar um destino melhor. Esse é um desses ensinamentos que penetram como a chuva fina e suave penetra na terra, totalmente oposta à violência típica do temporal, que resvala pelo solo quase sem penetrar nele.

Foi-lhes revelado um dos tantos mistérios que, ao longo dos séculos, têm sido uma permanente interrogação para toda a humanidade. Por sua vez, os ensinamentos dados constituem uma chave. Cabe a cada um saber usá-la com inteligente prudência para obter os mais belos resultados.

Extraído de Introdução ao Conhecimento Logosófico, p. 440-441

Introdução ao Conhecimento Logosófico

Introdução ao Conhecimento Logosófico

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Carlos Bernardo González Pecotche, também conhecido pelo pseudônimo Raumsol, foi um pensador e humanista argentino, criador da Fundação Logosófica e da Logosofia, ciência por ela difundida. Nasceu em Buenos Aires, em 11 de agosto de 1901 e faleceu em 4 de abril de 1963. Autor de uma vasta bibliografia, pronunciou também inúmeras conferências e aulas. Demonstra sua técnica pedagógica excepcional por meio do método original da Logosofia, que ensina a desvendar os grandes enigmas da vida humana e universal. O legado de sua obra abre o caminho para uma nova cultura e o advento de uma nova civilização que ele denominou “civilização do espírito”.

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