Autoconhecimento

Fazer com gosto ou gostar de fazer

junho de 2024 - 2 min de leitura
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Fazer com gosto ou gostar de fazer

junho de 2024 - 2 min de leitura

Recentemente descobri algo tão lógico, tão simples, e que faz tanta diferença no meu dia a dia, que às vezes me pergunto: como não descobri isso antes?

Descobri por que é fundamental fazer as coisas com gosto. Fundamental, mas não tão simples quanto parece. Comumente se diz ao jovem que vai escolher sua profissão que ele deveria escolher algo que goste de fazer. Assim eu o fiz. Escolhi uma profissão cuja atividade principal eu adorava fazer. Mas acontece que nenhuma profissão é composta apenas de uma atividade. Sempre há muitas outras fundamentais para o bom desempenho de qualquer trabalho.

Tive um aluno, certa vez, que me disse que iria ser engenheiro, pois gostava de matemática e não de português. Aliás, disse mais: que não gostava muito de ler, menos ainda de escrever. Anos mais tarde, ele me procurou para ter aulas particulares de Língua Portuguesa, tamanha era a dificuldade de escrever com clareza os procedimentos para orientar seus subordinados na empresa em que trabalhava como engenheiro. O que aconteceu de verdade? Ele precisou não só fazer o que gostava, mas tinha que fazer, com gosto, o que precisasse ser feito.

Aí está: fazer com gosto é diferente de gostar de fazer. Fazer com gosto implica sentir e compreender a importância do que tem que ser feito; significa ser capaz de ver mais além, de aproveitar os desafios que toda atividade oferece para não só a fazer cada dia melhor, mas para aprender sobre si mesmo — aprender sobre como desenvolver os próprios valores e dominar, reduzir e até eliminar tudo o que nos impede de cumprirmos nossa missão como os únicos seres da criação capazes de realizar câmbios por vontade própria.

Querer fazer tudo com gosto é o primeiro passo, mas conseguir isso exige possuir alguns conhecimentos transcendentes, conhecimentos que transcendem a realidade física a que estamos tão acostumados.

Afinal, “é preciso fazer brotar a alegria interna para que se transforme em boa disposição, de modo que tudo seja feito com gosto e nunca se mortificando por isso ou aquilo, pois se estaria tirando todo valor do que foi feito. Quando uma coisa é feita com gosto todos a valorizam, desprezando-a quando é feita a contragosto. A diferença entre uma e outra forma de atuar é muito notável, sem dúvida; só esse fato deve estimular a todos, de hoje em diante, a fazer as coisas como devem ser feitas, isto é, com o mesmo gosto com que Deus fez tudo o que existe.”

Realmente, ter conhecimentos específicos com certeza nos capacitaria realizar esse desafio e tornar nossa vida muito mais feliz.


Um pensamento de

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