Quando eu era jovem, não gostava de ir ao mercado fazer compras. Sempre encontrava motivos para me aborrecer: o aumento dos preços das mercadorias, as filas dos caixas ou mesmo o estacionamento cheio.

Algo importante que aprendi com a Logosofia e que modificou meu jeito de ser foi o de procurar fazer as coisas com gosto, mesmo as mais difíceis ou desagradáveis.

Segundo Gonzalez Pecotche, “É preciso fazer brotar a alegria interna para que se transforme em boa disposição, de modo que tudo seja feito com gosto e nunca se mortificando por isso ou aquilo, pois se estaria tirando todo valor do que foi feito. Quando uma coisa é feita com gosto, todos a valorizam, desprezando-a quando é feita a contragosto. A diferença entre uma e outra forma de atuar é muito notável, sem dúvida; só esse fato deve estimular a todos, de hoje em diante, a fazer as coisas como devem ser feitas, isto é, com o mesmo gosto com que Deus fez tudo o que existe”.

É preciso fazer brotar a alegria interna para que se transforme em boa disposição, de modo que tudo seja feito com gosto e nunca se mortificando por isso ou aquilo, pois se estaria tirando todo valor do que foi feito.

Recordo-me do dia em que fiz a seguinte reflexão: “Como vou fazer compras com gosto se acho tão chato ir ao mercado?”

Como a Logosofia é uma ciência e nos propõe comprovar seus ensinamentos, eu percebi que precisava experimentar essa sugestão. Então, decidi que iria me esforçar para não me aborrecer nas compras. Ato contínuo, planejei como seria essa experiência.

A primeira coisa que fiz foi pensar no motivo de eu ter que fazer compras. Imediatamente, recordei a minha família e quão importante eram aquelas coisas que eu comprava para as nossas refeições, para a limpeza da casa, para os lanches das crianças no colégio, para os churrascos de fim-de-semana, etc.

Quando comecei a pensar naquelas situações e recordar momentos felizes passados ao redor da mesa, da churrasqueira, da varanda, fui sentindo uma grande alegria pela possibilidade de ir ao mercado comprar coisas que nos fariam tão bem.

Em seguida, avaliei qual seria o melhor horário para fazer aquela tarefa e concluí que eu poderia evitar momentos de pico, encontrando, assim, um ambiente mais tranquilo. Também criei uma lista de compras, que colocava na porta da geladeira e ia sublinhando, durante a semana, os produtos que faltavam. Dessa forma, no dia de ir ao mercado, eu não perderia tanto tempo sem saber o que precisava comprar.

Com todas essas mudanças, foi bem mais fácil e gostoso fazer as compras de mercado para a minha família. O que faltava, na verdade, era ter mais consciência do valor daquela tarefa e planejá-la melhor.

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