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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Vida, alegria e mundo próprio

O ensinamento logosófico se dirige à própria vida e auxilia o indivíduo a criar seu mundo próprio, onde possam ter livre manifestação os sentimentos que animam os atos de seu coração, bem como os pensamentos que animam os atos de sua vontade; onde viva tudo quanto teve vida nele e onde tudo quanto ali nasça permaneça no futuro de sua existência. Viver nesse mundo deve constituir para o ser humano, a maior ventura, visto que não pode haver alegria mais pura e terna que a que proporciona tudo aquilo que está contido nele.

 

Para construir esse mundo, é mister fazê-lo conscientemente e com vontade, não forjando ilusões inalcançáveis, nem fazendo dançar os títeres da imaginação, mas tratando de que os que atuem no cenário mental sejam atores verdadeiros, que participem depois de todos os atos da vida por viver. Isto quer dizer que, nesse mundo, só devem habitar pensamentos que tenham nascido ou tenham ingressado nele para cumprir uma alta finalidade.

 

Quando na vida diária o ser humano concentra sua atenção nas atividades que desenvolve durante o dia e busca solução para os problemas que se apresentam e os resolve, experimenta com isso uma grande alegria. A tal fim tende o ensinamento logosófico: a capacitá-lo, para que possa ser amplo dentro de sua vida, feliz ao perceber a sensação de que existe e de que essa existência é conduzida por ele mesmo. 

 

Alegria é vida, mas não a alegria externa, senão a que surge da consciência

 

Se tem sido experimentado que a tristeza, o desgosto e até a indiferença deprimem e diminuem a força da vida, é inegável que também se tem podido experimentar que a alegria é vida; mas não a alegria externa, senão a que nasce do interno, a alegria que surge da consciência, que enche de vida e que não se manifesta só no rosto, como ocorre com a que os momentos de prazer fugaz proporcionam; refiro-me à alegria que surge da consciência ao se experimentar que se existe. 

 

Assim, pois, que cada passo, cada ato, cada pensamento do indivíduo, enfim tudo quanto lhe seja próprio, constitua em si uma alegria pura; e que essa alegria se exteriorize a toda hora, como se fosse a manifestação de sua própria vida. E assim, quando estude, seja a alegria que presida o estudo; quando repouse, seja a alegria que presida seu repouso; quando trabalhe, seja ela que presida o seu trabalho; e seja igualmente ela que presida sempre todos os instantes de sua vida. Se isto for concebido como algo grande, como uma verdade inquestionável, como algo que penetrou no mais profundo de seu ser, não se prive dessa alegria afugentando-a, para fazer que ocupem seu lugar o desgosto, a amargura, a indiferença, o ceticismo e tudo quanto atenta contra o livre desenvolvimento da vida interna. 

 

O conhecimento logosófico ensina a viver uma nova vida e ilustra acerca de como cada um deve comportar-se com ela; isto demonstra que ele vai mais além do conhecido até o presente. 

Extraído do livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, pág. 168 e 169
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