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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Uma falha que atenta contra as ideias, propósitos e interesses

O descumprimento reflete um estado de ânimo propenso ao descuido do dever, da palavra empenhada, do compromisso contraído. Em todos os casos implica não só falta de responsabilidade, mas também de escrúpulo. É uma das tantas falhas da psicologia humana que têm origem no descuido na educação infantil, que persistem e se avolumam com o transcurso do tempo, por desconhecimento da vida e atividade dos pensamentos.

Trata-se de uma falha que atenta contra as ideias, propósitos e interesses do próprio ser, que, por sua causa, deixa de cumprir com muitos dos fins que se propõe para seu bem.

A pessoa que tem esta deficiência não poderá nunca conservar a confiança nela depositada por seus semelhantes; tampouco conseguirá inspirar respeito, pois não pode merecê-lo quem mostra não respeitar suas próprias determinações, sobretudo se, ao empenhar sua palavra, não repara no prejuízo que seu descumprimento pode ocasionar.

Para o descumpridor, é muito pouco conhecido o valor real das palavras em relação à força anímica que as alenta. Isso não significa que se tenha de ser escravo da palavra que se emite, mas sim que se deve honrá-la. Deve-se saber que há meios muito eficazes para conciliar situações, sem perder a liberdade, tais como a prudência, que recorda impedimentos pessoais e demais dificuldades para cumprir uma promessa; o senso de medida, que defende contra a imprevisão, evitando faltar à palavra diante de eventuais riscos; a sensatez, que propicia a exatidão na avaliação do motivo que cria a obrigação, entre outros.

Formalidade é a palavra de ordem,

a virtude para conquistar a extinção desta deficiência

 

Mas não basta o desejo de ser formal para combatê-la; faz falta uma boa dose de vontade para distanciar primeiro a repetição de suas manifestações, e eliminá-la depois totalmente.

Será preciso vigiar todo movimento mental tendente a dificultar o propósito concebido. O empenho inicial deve ser acompanhado da necessidade de sustentar esse propósito, para sentir o gozo proporcionado por esse traço de integridade que incorporamos a nosso conceito, no qual se espelha o que pensamos e somos capazes de realizar.  

Extraído do Livro Deficiências e Propensões do Ser Humano, pág.127
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