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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

O ser humano e o aperfeiçoamento individual (Parte 2)

Quando os seres se aproximam mutuamente, o fazem atraídos por influência simpática ou afinidade e, durante os primeiros tempos se prodigalizam afeto, respeito e os melhores desejos uns aos outros. Mas isso não dura muito e sobrevém o inevitável: o distanciamento. Voltam, então, a separar-se, interpondo-se entre eles distâncias que antes não existiam, pois não foram capazes de conservar o que em determinado momento apreciaram como sendo justo, natural, agradável ou necessário.

 

Como não existe no homem um verdadeiro controle, uma efetiva capacidade de concepção instantânea dos fatos e das coisas, ele é frequentemente surpreendido por suas próprias reações e, assim, enquanto o coração, sempre pródigo, é amplo em outorgar seus créditos, a mente, menos generosa, reage para cortá-los. Temos visto esse fato em toda amizade desde que nasce e, também, sempre que os sentimentos do ser são invocados. 

 

Isso ocorre diariamente também entre os povos. Podemos vê-lo atualmente nas grandes assembleias que se realizam no mundo. Enquanto o coração dos homens que devem resolver grandes problemas abre suas mãos, a mente volta a fechá-las. Não há possibilidade, nessa contínua reação entre a mente e o coração, de se chegar ao equilíbrio, pois para isso seria necessário alcançar o domínio do justo e a penetração para distinguir o verdadeiro do falso.

 

Os homens devem chegar a compreender que, enquanto não modificarem suas próprias

 condições internas, seguirão infringindo as leis que regem o Universo

 

Esse é um dos grandes problemas invisíveis  para a  inteligência daqueles que devem resolver os que são apresentados pelas situações que promovem as grandes transições pelas quais deve passar a humanidade.

 

Sua solução não pode ser alheia ao conhecimento das leis que regem o Universo, e os homens devem chegar a compreender algum dia que, enquanto não modificarem suas próprias condições internas, seguirão infringindo constantemente essas leis. Somente quando puderem voltar ao caminho traçado pelos grandes princípios pronunciados ao manifestar-se a Criação, os homens conseguirão deter-se nessa louca corrida que os precipita ao extermínio.

 

Deus fez o ser humano para que ele O encontre através de uma verdadeira evolução consciente. E encontrar a Deus é compreender sua Criação; compreendê-la por intermédio de todas as coisas que tomam contato com a consciência. É também colaborar na grande tarefa de ajuda mútua, para que cada um ache seus fragmentos perdidos pelo mundo; aqueles que faltam à figura humana para chegar a ser completa, ou seja, semelhante à imagem do Criador.

Extraído do Livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, pág. 191
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