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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Preparando o campo mental

Para assegurar à inteligência uma atividade constante, útil e construtiva, é preciso preparar o campo mental de forma adequada, tal como se preparam os campos da lavoura, a fim de assegurar o trabalho na época da colheita e os benefícios da sua comercialização, não cabendo a menor dúvida de que, para chegar a resultados favoráveis, esse processo deve inevitavelmente ser cumprido.

 

No campo mental, embora o cultivo das faculdades represente a preparação para obtenção de um título que leve a pessoa a exercer uma profissão, isto não impede que, conseguido o primeiro resultado, se continue com o cultivo da inteligência, aperfeiçoando os resultados que se forem alcançando, para que, pela acumulação de conhecimentos, seja edificada uma vida ampla, sólida e feliz.

 

É necessário criar pensamentos que sirvam para impulsionar a vontade

 

Como os seres humanos desenvolvem diversas atividades, o princípio de preparação do futuro vigora para todos. É necessário, pois, criar pensamentos e construir ideias que sejam arquétipos fiéis para a inspiração; que sirvam para impulsionar a vontade na realização do que foi concebido. Desse modo, a inteligência se proverá de energias e desenvolverá uma função importantíssima na direção dos trabalhos a serem executados  até alcançar a culminação do objetivo perseguido.

 

Se não existisse o pensamento que anima o espírito e o move ao desenvolvimento de uma atividade dirigida à conquista de um propósito, estimulando com tais perspectivas as aspirações do ser, não haveria tampouco oportunidade para que este dedicasse a tal atividade seu tempo livre, porquanto faltaria o motivo que a promovesse. Tomemos, por exemplo, duas pessoas que realizam um determinado labor diário. Enquanto uma conforma sua vida ao cumprimento de sua obrigação e logo se despreocupa de todo movimento individual, não ocupando suas horas de descanso em nada além de distrações triviais e coisas sem importância, a outra preenche essas mesmas horas capacitando-se em atividades que a conduzirão, após o indispensável processo, a uma melhor posição.

 

O operário que se especializa em alguma técnica ou o pequeno industrial que estuda como ampliar as perspectivas de sua indústria revelam que existem possibilidades no ser, mas, sendo elas de exclusiva incumbência individual, convém à pessoa fazer com que tais possibilidades lhe abram o caminho do aperfeiçoamento a que ela aspire nos diferentes campos que a vida oferece. Todos, pois, devem utilizar seus naturais recursos e fazer com que estes se reproduzam, empregando-os com inteligência, de tal forma que eles sejam inesgotáveis. 

 

Esta é uma orientação clara e precisa, que haverá de inclinar os homens a um maior aproveitamento do tempo, fazendo com que edifiquem seu futuro em melhores condições, principalmente se têm em conta que os que mais se destacam no próprio aperfeiçoamento sempre são os mais úteis a si mesmos, à sua família e à sociedade.

Extraído da Coletânea da Revista Logosofia, Tomo 1, pág. 199
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