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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

O que a humanidade mais necessita? - 1a parte

Quando repassamos os fatos históricos que marcaram o princípio e o fim de épocas gloriosas ou de decadência, e o entendimento se põe a meditar sobre o que cada um deles significou e significa para a reflexão dos homens, experimentamos, sem que possamos contê-lo, um sacudimento espiritual, uma alegria que vem junto a uma aflição e, sobretudo, a um anseio de ser útil à humanidade.

 

Esse anseio é, precisamente, o que impulsiona os seres humanos a melhorar suas condições e qualidades, num amplo e generoso gesto de superação espiritual. E é nesse afã que os homens encontram seus melhores estímulos e as mais nobres inspirações de bem.

 

Mas a humanidade, que se agrupa em raças ou povos de diferentes idiomas e hábitos, pertencentes, sem exceção, ao gênero humano, está formada por grandes massas de diversos tipos psicológicos, distanciadas entre si mental e espiritualmente, de acordo com o grau de adiantamento que umas e outras acusam, e de acordo com os costumes, crenças ou inclinações de seus pensamentos. No seu todo, isso estabelece, dentro desse conjunto, diferenças que às vezes culminam em antagonismos extremos, e que são causa, desde tempos imemoriais, dos tantos conflitos produzidos no mundo. 

 

Os conflitos, com o passar dos anos e dos séculos, foram aumentando o volume das contendas

e dos desastres, restando como saldo fragmentos de humanidade

 

Queira-se ou não, isso veio debilitando o homem e, até se poderia dizer, afastou de suas possibilidades a grande figura arquetípica de seus elevados destinos. 

 

Isto tem muito a ver com o abandono a que, incompreensivelmente, a humanidade parece ter-se entregado no curso dos séculos, abandono de suas condições e qualidades e, sobretudo, da disposição para atender à única realidade que dá expressão à sua existência: a consciência.

 

Ultrapassado o limite de todos os desejos e exigências que costumam determinar o conjunto das aspirações humanas, e ainda de suas razoáveis ambições, o ser humano, numa quase permanente agitação, foi se submergindo pouco a pouco na inconsciência, provocando um obscurecimento que, sutilmente foi embriagando sua razão, até convertê-la num instrumento que justifica, aos olhos das outras pessoas, os erros ou desvios em que esse ser incorre.

 

Devolver, portanto, à humanidade o pleno gozo de suas faculdades e o uso consciente de sua razão deve ser e é o maior imperativo do momento atual.

 

Extraído da Coletânea da Revista Logosofia, tomo 3, p. 197
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