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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

O princípio da liberdade individual

Não poderá haver paz e concórdia enquanto não se reafirme definitivamente no espírito dos homens, sejam do país ou da raça que forem, o princípio fundamental da liberdade individual, que torna possível a manutenção da dignidade humana e permite o livre desenvolvimento da inteligência para os altos fins do progresso e da evolução dos povos.

 

Privar o homem de suas prerrogativas como tal, esterilizando sua mente, e submetê-lo ao duro transe de afogar dentro de si a força de seus pensamentos e o recurso de suas iniciativas, é negar-lhe toda defesa pessoal e prostrá-lo moralmente na indiferença. Acaso não floresceram as civilizações ali onde o pensamento se educou ao amparo de princípios que garantiam sua livre expressão? Acaso não se tem visto hoje a força enorme que tem o pensamento dos homens livres, que se unem para prestar seus serviços a um fim comum como o é a decisão de lutar e derrotar para sempre os sistemas que reduziram tantos milhões de homens à escravidão?

 

Se o que hoje se quer e nisto se tem empenhado as vontades mais fortes dos povos livres, que é restituir a liberdade individual aos povos que a perderam, haverá que pensar em assegurar que essa liberdade não possa ser alterada no futuro por nenhum excesso nem por nenhuma restrição; ou seja, que deverá entender-se a liberdade como uma expressão ampla e manifesta da consciência de cada indivíduo, que será o primeiro guardião dessa independência, não a alterando ao pretender, por exemplo, usurpar direitos do semelhante ou privá-lo da livre manifestação de seu pensar e sentir.

 

Não obstante, está visto que não é ali onde reside o perigo, uma vez que isso já está contemplado nas leis do Direito. O perigo está em que os pensamentos de absolutismo se manifestem e ganhem forma na mente dos que se achem no poder, seja este da qualidade que for: político, econômico, religioso, etc., pois bem se sabe que é ali, nessas posições circunstanciais empenhado que se encontra o homem, onde ocorrem ou podem ocorrer mudanças de pensamento que decididamente alterem as perspectivas de liberdade individual que até o momento de ocorrer tais mudanças se desfrutava.

 

A escravidão mental é o pior dos suplícios que poderia ter

um homem consciente e civilizado

 

pois não pode haver para ele maior tortura, maior escravidão e maior amargura do que privá-lo do dom mais magnífico e sagrado com que Deus o dotou. Não suprima, homem, o que Deus dispôs por Sua Vontade que não se pode suprimir. 

 

Privar o homem de expressar seu pensamento livremente é submergi-lo nas masmorras da ignorância e precipitá-lo em impiedoso desterro de suas convicções, sentimentos e aspirações.

 

Isto não significa que o direito que deve assistir a todo ser de expressar seu pensamento com inteira liberdade seja utilizado afastando-o das mais elementares normas de educação, decência e honestidade mental, pois se cairia na licenciosidade, nas paixões desenfreadas e antissociais que sempre minam o ambiente e o corroem.

Trechos extraídos do artigo da Coletânea da Revista Logosofia, Tomo 5, p.79-80
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