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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

O Pensamento de Deus se manifesta na Criação

Para o pensamento logosófico, Deus é a imensidão, o eterno; é a Suprema Ciência da Sabedoria, que a mente humana pode descobrir em cada um dos processos do Universo estampados na Natureza – processos exatos, ciência pura, perfeita, na qual o homem se inspira para criar a “sua” ciência. 

O Pensamento de Deus se manifesta na Criação, em cujas entranhas palpita o amor que pôs nela e cujo poder a sustém. É o seu um amor que está por cima de todos os amores e que se revela em tudo o que existe; um amor que anima a vida na universalidade de suas manifestações, que não morre nunca, que jamais engana; um amor que surge do fundo da própria Natureza para nos dar alento, impulsionar-nos e comover-nos ante a imanência de tudo o que nos é dado contemplar no Universo. Com esse mesmo amor plasmou também a criatura humana e lhe conferiu o privilégio de apresentar-lhe um dia, como uma oferenda, as grandes realizações que haverão de fazer de sua vida, dessa vida que lhe entregou para que a vivesse e desfrutasse, algo útil tanto para si como para seus semelhantes. 

A Logosofia situa Deus no lugar mais elevado, lá aonde jamais poderá ascender a necedade dos homens, empenhados em encapsulá-lo na estreiteza de suas concepções mentais. Proclama a existência de um Deus Universal, que une os homens numa só e única religião: a do conhecimento, meio pelo qual se chega até Ele, e a Ele se compreende, se sente e se ama, o que jamais se faz pela ignorância.

É sabido que o homem sempre buscou sua vinculação metafísica com Deus; daí a origem das religiões, das filosofias e de todos os ritos e cultos antigos e modernos. Sempre intuiu que, acima do físico, existia igualmente uma grandeza impenetrável, o que o impulsionou a percorrer uma infinidade de caminhos, sempre atrás da chave que o aproximasse a Ele. Lamentavelmente, teve de conformar-se com a fé, que, quando não é fruto de convicções profundas surgidas à luz do conhecimento, fomenta o fanatismo, que torna impossível, em todos os sentidos, a vinculação do espírito humano com o Grande Espírito Universal.

Deus tem seu altar no seio da Criação, e o tem também em cada coração humano

No primeiro oficiam as potências cósmicas; no segundo, a consciência individual. Ali, nesse altar, a alma formula suas indagações, dissipa suas dúvidas, percebe a presença do espírito e determina níveis cada vez mais altos para seu comportamento. Ali se inclina em doce enlevo, cheia de gratidão, até alcançar o êxtase, expressão das emoções mais íntimas e felizes; afinal, que é o êxtase, senão a exaltação da felicidade em instantes de supremo equilíbrio psíquico, quando pensamento e sentimento se fundem numa só chama, viva e potente, enquanto a consciência regula a força da expansão interna? 

O espírito de Deus é a Suprema Expressão Cósmica, porque nela vibra a energia universal. Manifesta-se ao homem na imanência de sua própria natureza, na inviolabilidade de suas leis e em sua inteligência, que anima e sustenta a perenidade da Criação. 

Extraído do livro O Espírito, pág. 45
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