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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

O amor verdadeiro

 O verdadeiro amor não se expressa apenas com palavras ocas, cheias de sonoridade para impressionar e cativar, mas também com a eloquência do silêncio. Esse amor vive no coração, sem contaminar-se com a atmosfera exterior

 

O verdadeiro amor é aquele que vive sempre em seu mundo, trabalhando em silêncio pelo bem. É um artista incansável, que cria e modela imagens que extasiam e cativam depois o sentir dos homens. Sem ele não seria possível conceber as belezas e os encantos de tão sublimes manifestações do sentir humano. 

 

Isso nos faz compreender que o amor verdadeiro é mais humano que aquele que comumente é denominado assim, e que o mal chamado amor humano não é outra coisa que a expressão de sentimentos externos ao coração e pode, num instante, se transformar em ódio, ao mero desencanto das presunções egoístas dosentimento exterior. 

 

Nada há que possua mais encantos que a pureza de uma mulher,

manifestada em seu coração de esposa e de mãe

 

Vejamos agora o que ocorre no coração da mulher. Ela forja em seu coração a imagem do homem que quer para si: cheio de belas qualidades, vigoroso, culto, sincero. Com essa imagem sonha, cheia de ilusão, pensando ter um dia a felicidade de encontrá-lo. Chega, por fim, esse instante, e seu coração começa a sentir afeto por um homem no qual acredita ver refletido seu ideal. Avança o entusiasmoavivando as chamas desse amor nascido espontaneamente; e, mais adiante, chega o momento supremo, o casamento, em que o homem e a mulher se apresentam um diante do outro tais quais são. 

 

Sabemos que, quando Deus criou o homem e o consagrou rei da Criação, notou que algo faltava para completar Sua obra; esse algo era, precisamente, a mulher, o encanto da mulher, que, com sua sensibilidade, simboliza o aspecto divino da existência do homem. Ela lhe foi apresentada como companheira e colaboradora da obra que ele deveria erigir sobre a Terra: a família humana e o mundo. Foi-lhe apresentada, também, para que visse refletidos nela todos os encantos da Natureza, e para que compreendesse que ela devia ser para ele o reflexo de sua própria alma; vale dizer, para que sempre tivesse presente que essa imagem, posta diante dele, não tinha por finalidade satisfazer, simplesmente, as prementes exigências do instinto, senão para adquirir aquilo que, nela manifesto, está igualmente dentro de seu próprio ser. 

 

É, pois, a mulher a expressão manifesta do espírito do homem, como é o homem a expressão manifesta do espírito da mulher. Nada há que possua mais encantos que a pureza de uma mulher, manifestada em seu coração de esposa e de mãe; pureza que lhe fala da missão insubstituível de sua existência. 

Extraído do livro Intermédio Logosófico, pág. 99-100
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