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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Nova concepção da vida

A Logosofia ensina a viver a verdadeira vida. Conta essa vida com duas zonas perfeitamente definidas: a interna, onde o espírito absorve o conhecimento de si mesmo (elixir da felicidade), e a externa, onde o ser prova a consistência das excelências logosóficas na prática diária.

 

Mas, antes de alcançar a consciência dessa realidade, deve-se experimentar, mediante um processo – o de evolução consciente –, uma série de transformações psicológicas e conceituais que determinem, positivamente, a vinculação com a vida superior.

 

A amplitude de objetivos e oportunidades que tal processo abre à vida permite que ela frutifique em ideias e pensamentos da mais bela qualidade. É um dever não interrompê-lo, para não diminuir, assim, as possibilidades nem os alcances da inteligência.

 

Conhecer a realidade do mundo interno, com seus imponderáveis elementos que configuram a psicologia individual, é fazer com que essa realidade pertença ao domínio da própria vontade. Tal domínio abarca o conhecimento real dos pensamentos que atuam na mente. Atraindo e escolhendo os melhores, pode o ser humano servir-se deles para promover a completa realização de seus anseios e aspirações e, inclusive, alcançar os grandes objetivos que tenha proposto para si mesmo na vida.

 

A vida externa deve refletir, se não toda,

uma parte ponderável de nossa vida interior

 

O conhecimento das reações do temperamento, da suscetibilidade, e ainda o da zona em constante rebeldia do próprio ser autoritário, com sua impulsividade impressa nas palavras e nas ações, ajuda a resguardar a vida de toda eventualidade imprevista e desafortunada. As energias que alimentam tais reações, aproveitadas em virtude do processo de evolução consciente, passam a impulsionar as atividades da inteligência para fins de elevada utilidade prática, como o são aqueles que concernem ao aperfeiçoamento dos três sistemas: mental, sensível e instintivo.

 

A vida externa – a que se projeta para fora de nós mesmos nas relações com nossos semelhantes e nos contatos com fatos e coisas – deve refletir, se não toda, uma parte ponderável de nossa vida interior.

 

Organizada essa vida interior e cuidadosamente limpos todos os seus rincões, ter-se-á alcançado um novo e melhor conceito de si mesmo, e já não se incorrerá na superestimação dos próprios valores, por já fazer parte do haver individual o que antes só se possuía em aparência.

 

À medida que os conhecimentos logosóficos vão iluminando os âmbitos escuros do entendimento, o ser experimenta as emoções mais felizes.

 

Como não experimentá-las, se está conhecendo seu próprio mundo? Um mundo que, embora pequeno, não deixa de ser tão maravilhoso como tudo o que foi criado para o bem do homem e exaltação consciente de seu espírito.

 

Extraído do Livro Exegese Logosófica, pág. 23
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