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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Imaginação: imagens em ação

A Logosofia define a imaginação como imagens em ação. É indubitável que se faz necessária a realização de um processo de conhecimento para que essas imagens se movam equilibrada e inteligentemente. Deve-se subentender que no ser carente de ilustração acerca dessa realidade, essas imagens se movem de forma discricionária, caprichosa ou arbitrária.

 

A imaginação deve ser tratada com sumo cuidado. Não deve influir na vida do estudante desta ciência, embora ele saiba que, circunstancialmente, pode servir-se dela para suas explorações no mundo metafísico. Nesse caso, estará vigilante para que ela cumpra sua função sem se exceder em suas informações.

 

A imaginação é criadora somente quando não se afasta da realidade

 

Na mente, a forma como hipertrofia as imagens, que ela apresenta como reais, promove confusão e engano. É frequente confiar nela em demasia e, no final das contas, atribuir as consequências a outros fatores, nunca à própria imaginação. Por essa razão, deve-se previnir contra sua influência, que é necessário neutralizar.

 

A imaginação convida ao comodismo. A pessoa crê que vai a todas as partes, e não aparece em nenhuma; embriaga-se com a ficção, e, de mil projetos, raras vezes e com muita dificuldade consegue levar um até o fim. Para a imaginação tudo parece fácil, e insiste com o ser para acreditar nisso. Essa manobra tira força da vontade, que acaba por ser anulada. Mesmo que a imaginação, quando conduzida pela inteligência, possa prestar às vezes algum serviço, não é recomendável recorrer a ela.

Na realização de todas as coisas, especialmente as difíceis, é a atuação da inteligência a que deve prevalecer, pois ela move e ativa a vontade para cumprir com êxito sua gestão. Esquecer esta realidade é preferir uma inferioridade que ninguém pode nem deve desejar. 

Extraído do Livro Exegese Logosófica, pág. 41
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