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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

Despertando na criança a confiança em si mesma

A timidez reflete um estado de abatimento do ânimo que inibe o ser em seu trato com os semelhantes, prejudicando quase sempre o valor das próprias aptidões, que ficam diminuídas e até negadas pela coibição que ele experimenta tanto ao falar como ao atuar.

 

O complexo psicológico da pessoa escravizada por esta falha está demarcado pelo efeito sugestionante que o olhar alheio produz sobre seu ânimo, efeito que se traduz em temor ao fracasso, ao ridículo, ao desacerto; temor de não saber expressar com exatidão aquilo que pensa ou sente, no qual toma parte muito ativa a subestimação de si mesma e o escasso mérito que atribui a suas ideias e qualidades, em contraste com o valor excessivo que concede às alheias.

 

É na infância e na adolescência que pais e professores devem combater os sintomas desse complexo de temor, vergonha e covardia, que é a timidez, ou impe­dir seu aparecimento.

 

Quantos sofrimentos poderiam ser evitados

se o ser humano fosse liberado a tempo de semelhante opressão!

 

Qualquer criança pode contrair este defeito, se for submetida a um trato repressivo que tolha sua espontaneidade, e se não lhe for dado o apoio de que necessita para crescer livre de temores, confiante em suas forças e na capacidade que desenvolva. Mas acanhada por natureza, a criança tímida seguramente terá seu mal agravado se procederem inadequadamente com ela. Cortar-lhe com rispidez o uso da palavra; envergonhá-la ou confundi-la, criticando seus ditos ou argumentações; privá-la do exercício saudável que a convivência com seus semelhantes implica; menosprezar suas iniciativas, desejos ou decisões, em vez de alentá-las conforme convenha à anulação de seu defeito, tudo isso são partes de uma conduta que aumentará a coibição que a retrai, e que está negando à sua natureza o prazer de manifestar-se livremente.

 

A timidez, que com frequência assume característica de complexo de inferioridade, é consequência da falta de confiança em si mesmo. 

 

A pessoa que padece seus prejudiciais efeitos é com frequência avassalada pelo temor, que a torna insegura, a envergonha e confunde. Nada mais aconselhável, então, que bloquear o defeito com pensa­mentos de entusiasmo, otimismo e coragem, para poder, assim, dominar os impulsos internos com vistas à sua total normalização.

 

Agilizando a mente com o estudo, prática e conhecimento da atividade que os pensa­mentos desenvolvem dentro do próprio campo mental, o tímido obterá como resultado um aumento gradual de seu próprio valor. Consequentemente, em virtude desse exercício ele adquirirá maior facilidade de expressão, pois que, surge efetivamente a inteireza, que estimula o ânimo e permite expressar-se com desembaraço. 

 

A timidez é má companheira, e quanto antes a pessoa puder se livrar dela, tanto mais à vontade se sentirá entre seus semelhantes e mais vantagens obterá de sua nova forma de ser. 

Extraído do Livro Deficiências e Propensões do Ser Humano, pág. 72
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