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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

A realidade do próprio mundo interno

O mundo interno está formado por nossa vida mental e psicológica, por nossa consciência, pelos pensamentos e pelos sentimentos que atuam na região sensível de nosso ser.

Nada existe de mais real e mais positivo, dentro das possibilidades humanas, que a prerrogativa estimulante de conhecer o próprio mundo interno. 

Evidentemente que não se trata apenas de admitir verdades. Trata-se de penetrar nelas com o entendimento e, para isso, temos de nos valer de todos os elementos que conformam harmoniosamente a unidade dessa verdade, mesmo quando tais elementos apareçam dispersos.

A ninguém está vedado criar para si o mundo interior

Esse mundo não abarca unicamente a própria vida, senão que a ele pertencem os seres que amamos, as coisas que nos são queridas e toda manifestação que mantenha contato permanente com nosso pensamento e nosso sentir. Nele são vividas as emoções que a alma experimenta, sejam elas doces ou amargas, com plena consciência de suas causas; vive-se com os pensamentos, e esse íntimo contato com eles serve de poderoso estímulo para as funções que devem ser desempenhadas em favor da própria vida e, também, dos seres vinculados a nós mesmos, que deleitam seus espíritos com o bem que lhes oferecemos. Quando esse mundo já se acha constituído, jamais se está sozinho, e sempre sobra tempo para auxiliar aqueles a quem seja necessário ajudar.

Nessa fronteira íntima que demarca os limites do mundo interior, cada alma reina soberana. Penetrar nele sem o consentimento expresso de seu dono é negado ao homem; e, mesmo contando com ele, terá de limitar-se ao que lhe seja possível compartilhar. Esse mundo torna-se um paraíso quando se sabe cuidar dele, quando se sabe protegê-lo de toda intromissão estranha; e um inferno quando se permite, faltando às normas que a discrição impõe, que ele fique exposto à avidez alheia.

A vida interna é inviolável; sua virtude é a discrição, que a ampara contra toda eventualidade; seu encanto está em seu segredo, que somente o dono dessa intimidade conhece e desfruta.

Somente nos internando dentro de nós mesmos é que se torna possível conhecer nosso próprio espírito; e a consciência que cheguemos a ter de sua realidade e de seu poder nos ajudará a abrir passagem e a andar serenamente pelo mais formoso dos caminhos.

Extraído do livro O Senhor de Sándara, pág 289, 290, 238, 372 e 484
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