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Aproveite para tomar contato com os artigos de Carlos Bernardo González Pecotche, criador da Logosofia.

Os demais artigos foram extraídos de trabalhos realizados por logósofos, com resultados alcançados na prática dos conhecimentos oferecidos por essa ciência.

Os artigos poderão ser reproduzidos livremente desde que sejam mencionados o nome da Fundação Logosófica, o site www.logosofia.org.br e o nome de seus autores.

A importância do espírito na vida do ser humano (Parte 1)

Para a Logosofia, o espírito assume o papel mais importante e fundamental no desenvolvimento das aptidões humanasno funcionamento regular e firme das faculdades da inteligênciana proliferação de ideias e pensamentos de alto valorno enriquecimento da consciência pelo constante aporte de conhecimentos de ordem transcendente, no fato de sobreviver quando cessa a vida do ente físico, por ser ele quem recolhe e perpetua o existir do ser humano sem perder sua individualidade em cada ciclo de manifestação corpórea. 

Devemos esclarecer que esse papel tão importante e fundamental do espírito na vida do ser humanosó se concretiza quando este lhe oferece as condições necessárias à manifestação e ao desenvolvimento de seu espírito, já que sua função está acima do ente físico ou alma, e as energias que dele emanam são as que lhe dão firmeza para conduzir sua vida de acordo com os altos fins de sua existência.

 

Ao cessar a vida física, o espírito recolhe e leva impressa na célula mental, hereditária, a síntese histórica que extrai da consciência do ser físico que integra, cujo valor depende das oportunidades que este lhe foi oferecendo para manifestar-se e governar a vida quanto a formas superiores de existência. Se as atuações anteriores concorreram para realizações elevadas, o espírito entrega, em cada nova etapa de existência, o que delas ficou, as reservas internas acumuladas, o que o homem mesmo foi capaz de fazer, e não mais. 

 

A bagagem de saber e de experiência, alcançada no plano comum pela alma ao término de seus dias, é absorvida e conservada pelo espírito, e somente servirá, em ciclos sucessivos de existência, aos mesmos fins comuns para os quais a vida física se abasteceu com essa bagagem. Ao contrário, os conhecimentos e experiências em que o espírito intervém diretamente – aos quais se soma o relativo aporte hereditário – tomam volume e se consubstanciam com a existência imperecível do pensamento e da mente universais, sem que o ser perca sua individualidade, resguardada por sua adaptação a seu destino metafísico concretizado na evolução consciente. Eis aqui a diferença fundamental entre as duas situações apresentadas às possibilidades humanas.

 

O espírito é o inspirador, o acumulador de energia, sustentador e perpetuador da

existência e o agente de enlace entre o ser humano e seu Criador

 

Naturalmente, ninguém deverá presumir que, ciente disso, já se acha em condições de estabelecer esse contato, que obedece à ordem transcendente. É lógico admitir que não se pode aspirar a semelhante benefício sem haver mobilizado antes a consciência, para que o radar mental funcione sem defeitos.

 

Condição indispensável para que o espírito possa cumprir tão alta incumbência é que as atuações da alma se tornem coincidentes com as exigências do espírito, disciplinando-se previamente no adestramento que conduz a esse fim.

Extraído do livro O Espírito, pág. 67
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